AS QUATRO GRANDES CIVILIZAÇÕES

 

1. A civilização egípcia

Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do Bem e da Verdade. A Ciência registra o aparecimento dos egípcios há 10 mil anos. Aliás, importa considerar que eram eles os que menos débitos possuíam perante o tribunal da Justiça Divina. Em razão de seus elevados patrimônios morais, guardaram no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os animava: trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus mundos resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a base de todas as suas organizações religiosas. Em nenhuma civilização da Terra o culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Em todos os corações morava a ansiedade de voltar ao mundo distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos. Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos sobre engenharia e astronomia, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

 

2. A civilização hindu

Dos Espíritos degredados no ambiente da Terra, os que se agruparam nas margens do Rio Ganges, na Índia, foram os primeiros a formar os fundamentos da uma sociedade organizada, cujos núcleos representariam a grande percentagem de ascendentes das coletividades do porvir. A Arqueologia descobriu resquícios desses povos que datam de 2 milhões de anos.

As organizações hindus são de origem anterior à própria civilização egípcia e antecederam de muito os agrupamentos israelitas, de onde sairiam mais tarde personalidades notáveis como Abraão e Moisés.

As almas exiladas naquela parte do Oriente muito haviam recebido da misericórdia do Cristo, em cuja palavra de amor guardaram as mais comovedoras recordações. Foram elas as primeiras vozes da filosofia e da religião no mundo terrestre, como provindo de uma raça de profetas, de mestres e iniciados, em cujas tradições iam beber a verdade os homens e os povos do porvir.

O pensamento moderno é o descendente legítimo daquela grande raça de pensadores, tanto que todas as línguas das raças brancas guardam as mais estreitas afinidades com o sânscrito, originário de sua formação e que constituía uma reminiscência da sua existência pregressa, em outros planos.

Mas, o povo hindu, embora as suas tradições de espiritualidade, deixou crescer no coração o espinho do orgulho, que, aliás, foi o motivo de seu exílio na Terra. Em breve, a organização das castas separava as suas coletividades para sempre. Uma vaidade poderosa dividiu aqueles Espíritos no campo social e religioso.

 

3. A família indo-europeia

Se as civilizações hindu e egípcia definiram-se no mundo em breves séculos, o mesmo não aconteceu com a civilização ariana, que ia iniciar na Europa os seus movimentos evolutivos. Somente com o escoar de muitos séculos regularizaram-se as suas migrações sucessivas, através dos planaltos da Pérsia. Do Irã procederam quase todas as correntes da raça branca, que representariam mais tarde os troncos genealógicos da família indo-europeia.

Os arianos que procuravam as novas emoções de uma terra desconhecida eram, na sua maioria, os Espíritos revoltados com as condições do seu degredo; pouco afeitos aos misteres religiosos que, pela força das circunstâncias, impunham uma disciplina de resignação e humildade não cuidaram da conservação do seu tradicionalismo, na ânsia de conquistar um novo paraíso e serenarem, assim, as suas inquietações angustiosas.

As massas migratórias se dividiram em grupos diversos que penetraram a Europa até as regiões da Rússia, onde se encontram os antepassados de muitos povos como os gregos, latinos, gauleses, romanos, germanos, celtas. Embora revoltados e endurecidos, esses Espíritos confraternizaram com o selvagem e nisso reside sua maior virtude, organizando com estes as primeiras noções de vida coletiva, tendo cada tribo um chefe.

Com as organizações econômicas oriundas do trato direto com o solo, deixaram perceber a lembrança de suas lutas no antigo mundo de haviam deixado. Bastou que inaugurassem na Terra o senso de propriedade, para que o germe da separatividade e do ciúme, da ambição e do egoísmo lhes destruísse os esforços. As rivalidades entre as tribos, na vida comum, deram origem às primeiras lutas criminosas.

 

4. Os hebreus

Dos Espíritos degredados na Terra, foram os hebreus que constituíram a raça mais forte e mais homogênea, mantendo inalterados os seus caracteres através de todas as mutações. Examinando esse povo notável no seu passado longínquo, reconhecemos que, se grande era a sua certeza na existência de Deus, muito grande também era seu orgulho, dentro de suas concepções de verdade e vida.

Consciente da superioridade de seus valores, nunca perdeu oportunidade de demonstrar a sua vaidosa aristocracia espiritual, mantendo-se pouco acessível à comunhão perfeita com as demais raças do planeta. Entretanto, em honra da verdade, somos obrigados a reconhecer que Israel, num paradoxo flagrante, antecipando-se às conquistas dos outros povos, ensinou de todos os tempos, a fraternidade, a par de uma fé soberana e imorredoura. Sem pátria e sem lar, esse povo heroico tem sabido vivem em todos os climas sociais e políticos, exemplificando a solidariedade humana nas melhores tradições de trabalho. Sua existência histórica, contudo, é uma lição dolorosa para todos os povos do mundo, pelas consequências nefastas do orgulho e do exclusivismo.

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(Livro: A caminho da luz – Emmanuel)

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